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2 Rodas
 
 

É bem comum estar caminhando pelas ruas de Bariloche ou algum outro destino desta região e acabar cruzando com alguns aventureiros brasileiros que saíram rumo ao fim do mundo com suas potentes motos. Basta puxar um papo e escutar vários sotaques, até mesmo um grupo de Roraima já encontrei por aqui, todos com a mesma cara de satisfação e encantamento. Mesmo com tantos quilômetros rodados, o cansaço some diante de tanta beleza pelo caminho. É bonito ver o sentimento de amizade, companheirismo e de aventura nestes bravos motociclistas.

Mesmo que você venha de avião, também é possível dar suas voltas de moto por aqui, algumas agências as alugam e fazem passeios guiados por belos itinerários.

TEXTO DE UM MOTOCICLISTA QUE VIAJOU PELA PATAGONIA !

Patagonia, de moto.

É um sonho para todo motociclista, chegar até Ushuaia de moto.


Tenha em mente que a beleza da Patagônia é o clima incerto, a imensidão, os animais silvestres e a natureza. Portanto, prepare-se para tudo: leve dinheiro, roupas adequadas para o frio, dê preferência à qualidade e não a quantidade, afinal bagageiro de moto não permite exageiro, uma boa barraca de camping para inverno e resistente ao vento é essencial em caso de emergência, ou mesmo de alguma pane.


O planejamento é essencial, documentos, roteiros e nos lugares mais movimentados ou turísticos algumas reservas de hotel.


Faça a manutenção da moto, ponha pneus novos, você irá rodar milhares de kilometros sem nenhum apoio, se optar por andar no rípio lembre-se de que o desgaste das peças será maior, troque antes da kilometragem se for necessário, garanto que será mais barato, não importa o que o manual da moto diz, o fabricante certamente não tinha em mente a rigidez da Patagônia quando planejou os intervalos das revisões.


Para ilustrar: eu mandei GS 1150 Adventure para uma revisão antes da viagem na revenda Caltabiano BMW e pedi que fosse trocado o rolamento do diferêncial já conhecido calcanhar de Aquiles da BMW, que estava com 60mil kms pois iria rodar mais de 2000 kms no rípio com minha mulher na garupa e as malas, o mecanico afirmou que não havia necessidade porque esse rolamento é previsto trocar aos 100mil kms. Como a lei de Murphy sempre funciona, ele quebrou no meio do nada e o socorro me custou $ 1100 dolares só para uma camionete me levar até El Calafate, minha viagem foi interrompida o estress e os custos adicionais por pouco não acabaram com a viagem.


Planeje os dias conforme sua tocada , resistência e tempo livre. Uma boa regra é planejar a viagem para dois terços do tempo disponível. As frentes frias com vento de mais de 100km/h são comuns na região, assim, se houver a previsão de uma não rode, fique parado e curta o local ; evite a todo custo viajar a noite, a temperatura cai muito e os animais que vivem soltos na natureza serão atraídos pelo farol, voce terá uma grande chance de atropelar um guanaco ou lebre e acabar sua viagem ali mesmo.


Na Argentina a localização dos postos de serviços variam muito, assim ao passar por um depois de rodar 100 a 150 kms abasteça, é comum haver distância de até 250km entre eles, se sua moto não tem uma autonomia condizente considere levar gasolina extra. Não se preocupe com a aparência dos postos, já rodei mais de 40mil km na Argentina e nunca tive problemas com gasolina adulterada, já não posso dizer o mesmo dos banheiros, são nojentos, uma moitinha no campo é bem mais higiênica.


Curta muito a viagem, ela é longa e cansativa, mas ao chegar em casa você já estará pensando em voltar.

Cesar e Patrícia Alves



 
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